Autogestão nos Territórios: tecendo laços de cuidado, afeto e poder desde abaixo

Práticas, saberes, alternativas e resistências: essa é a proposta do curso “Autogestão nos Territórios: tecendo laços de cuidado, afeto e poder desde abaixo”, que está na sua 4ª edição e acontece, no Rio de Janeiro, entre os dias 29 de novembro e 1o de dezembro. Com três anos de intercâmbios e debates, a formação idealizada pelo Instituto Pacs baseia-se na troca de experiências históricas de aquilombamento, aldeiamento, comunitarismo, assentamento, coletivização, cooperativização e territorialidade como transformação histórica e social.  

 

Este ano, o curso irá receber companheiros e companheiras de estados do Brasil: Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Porto Alegre, Bahia e Minas Gerais. De acordo com Aline Lima, educadora popular e coordenadora do Instituto Pacs, o curso surgiu da necessidade de aprofundar os processos autogestionários que partiam da organização dos trabalhadores e trabalhadoras. 

“O curso-piloto, em 2015, teve um caráter de acúmulo conceitual e de investigação das experiências autogestionárias de trabalhadores.  Já em 2016, a gente começou a pensar no projeto de autogestão nos territórios e poder popular no que dizia respeito à cidade e ao campo, convocando também outros movimentos. O Instituto Pacs, que já trabalhava com muitos movimentos de economia solidária focado na questão do trabalho, ampliou o escopo do curso e começou a pensar no poder popular nas cidades e no campo, começando a territorializar o tema da autogestão. Em 2017, a gente amplia mais ainda e fala de autogestão e bem-viver nos territórios para além desses processos, abordando como  eles caminhavam na direção da vida, na retomada dos territórios e na organização dentro deles”, conta. 

Além dos três dias de formação, a proposta do curso Autogestão é ser um espaço de reflexão, troca e sistematização coletiva de experiências e práticas que permeiam o cotidiano, abordando a organização e gestão dos espaços horizontais e relações sociais. Desde a primeira edição, participaram mais de 35 movimentos sociais populares de todo o Brasil que atuam na luta pela moradia e pela terra e com o movimento de agroecologia e de mulheres.

Este ano, o curso será apresentado a partir de uma tríade: o olhar das mulheres, os grupos de agroecologia e os movimentos de luta por moradia no campo e na cidade. Segundo Aline, a meta é aumentar as relações entre os movimentos participantes. “Esse ano, nós fizemos muitas ações territoriais. O nosso objetivo é aumentar as ações articuladas entre esses movimentos, usando a formação e a experiência do Pacs a serviço deles”, afirma. 

 

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