#NãoFoiAcidente: três anos da tragédia de Mariana, o maior crime socioambiental da história

Três anos após o rompimento da Barragem de Fundão da Samarco (Vale/BHP Billiton), no município de Mariana (MG), que desencadeou a tragédia do rio Doce, considerada o maior desastre socioambiental da história, entidades socioambientais brasileiras e estrangeiras participaram de uma série de atividades de discussão sobre o extrativismo mineral predatório.

O Ciclo de Atividades, que aconteceu de 5 a 8 de novembro, foi organizado pelas seguintes instituições: Articulação Internacional das Atingidas e Atingidos pela Vale, Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, FASE, Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM), Observatório de Conflictos Mineros de América Latina (OCMAL) e Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA). Cerca de 50 representantes de organizações de treze países e de dez estados brasileiros, além de lideranças de movimentos socioambientais da RMBH e de Minas Gerais participaram dos encontros. O Instituto Pacs também esteve presente.

Na ocasião, foi reafirmada a luta contra a mineração na América Latina e busca por fortalecer resistências dentro de um contexto de desumanidade, desastre e descaso vivido por conta da atuação de empresas que compõem a cadeia mineradora.

#NãoFoiAcidente

No dia 5 de novembro de 2015 ocorria o maior crime socioambiental da história do Brasil.  O rompimento criminoso da Barragem do Fundão, que acumulava dejetos da produção de minério de ferro da Samarco / Vale / BHP Billiton por quase 9 anos, varreu casas, ruas e deixou em ruínas os territórios de Bento Rodrigues, Barra Longo e Mariana, em Minas Gerais, além de toda a Bacia do Rio Doce, que deságua no litoral do Espírito Santo.

A barragem rompida já apresentava problemas desde o primeiro ano de funcionamento, deixando evidentes os perigos que poderiam ser causados por estar localizada em uma região de impacto, além de não possuir sistemas de aviso de riscos à comunidade local.

 

Foto Daniela Fichino — Justiça Global

 

 

 

 

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