No Rio de Janeiro, ações do Julho Negro marcam luta internacionalista contra o racismo e o genocídio

Acontece de 23 a 27 de julho de 2018, o III Julho Negro. Organização protagonizada pelos movimentos de Mães e Familiares Vítimas do Estado Brasileiro e grupos que formam o movimento de favelas do Rio de Janeiro,o Julho Negro reúne organizações ao redor do globo que pautam a luta contra a militarização e o racismo como o Black Lives Matter (Vidas Negras importam) dos EUA, mães e familiares da Palestina, do México e da Associação de Haitianos do Brasil.

Com uma programação de atos públicos, debates e apresentações culturais, a ideia é chamar atenção para o genocídio da juventude negra que se aprofunda com o processo de militarização em curso no Brasil e no mundo. Estão previstas mais de 15 representações de outros países denunciando a militarização da vida, o apartheid, o capital e o racismo.

Fazem parte da articulação: Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência; Mães de Maio de SP; Fórum Social de Manguinhos; Mães de Manguinhos; Maré 0800; MST; Movimento Moleque; Mães Vítimas da Chacina da Baixada; Fala Akari; Coletivo Papo Reto; Campanha pela Liberdade de Rafael Braga; União Social dos (as) imigrantes Haitianos (as); Fórum de Juventudes RJ; Rolé dos Favelados; Comitê Nacional Palestino – BDS; Ação Direta em Educação Popular – Mangueira; Fórum Grita Baixada; Raízes em Movimento; Faferj; Na Favela; Museu da Maré, Grupo Tortura Nunca Mais; Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça da época da Ditadura Militar; Centro do Teatro do Oprimido, Instituto Pacs, Justiça Global e Fase.

Confira a programação completa:

23 DE JULHO, às 12h: JULHO NEGRO APOIA A CAMINHADA EM DEFESA DA VIDA DO MOVIMENTO CANDELÁRIA NUNCA MAIS. Concentração a partir das 11h30, na Igreja da Candelária.

24 DE JULHO, de 09h às 16h: VISITA AO ASSENTAMENTO TERRA PROMETIDA DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TERRA (MST), em Nova Iguaçu – Um dia de vivência.

25 DE JULHO, MUSEU DA MARÉ (Av. Guilherme Maxwel, 26 – Maré / próximo a passarela 7 da Av. Brasil)

10h30 às 12h30 – RODA DE CONVERSA: CORPO E CUIDADO ENTRE FAMILIARES AFETADOS PELA VIOLÊNCIA ESTATAL com Ivanir Mendes (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência/Frente de Desencarceramento), Irene (Rede de Saúde), Kaká Silveira (Rede de mães de Belo Horizonte), Maria Dalva Correia (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência), Ana Lúcia de Oliveira (Rede de Contra a Violência/Rede de Saúde), Márcia Jacintho (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência) (a confirmar), Marilza Barbosa (de Caxias), Glória Cecília Silva (professora da Rede pública de Caxias), Elaine Savi (Fiocruz) (a confirmar).

Mediação: Mariana Ferreira (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência/Rede de Saúde) e Anderson Caboi (Maré 0800/Rede de Saúde).

12h30 – ALMOÇO/OFICINA: TROCA DE SABORES E SABERES (ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL) com Ivanir Mendes (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência/Frente pelo Desencarceramento)

13h às 17h – OFICINA DE PRÁTICAS DE CUIDADO EM CONTEXTOS DE VIOLÊNCIA E RACISMO (em construção)

17h – LANCHE SAUDÁVEL E CHÁS com Ivanir Mendes (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência/Frente pelo Desencarceramento)

18h às 21h – MESA: DEFENSORAS DE DIREITOS HUMANOS NO DIA DE LUTA DA MULHER NEGRA LATINA E CARIBENHA

Convidadas: Lívia Vidal (Mulheres de Pedra), Maria Elena (Profª de Direitos Humanos da PUC Rio), Anielle Franco (Irmã de Marielle Franco), Sahar Francis (diretora da Addameer, Associação Palestina de Direitos Humanos e Apoio a Prisioneiros) e Soledad Vasquez (Observatório dos Direitos Humanos dos Povos – México).

Mediação: Gizele Martins (Comunicadora Comunitária)

26 DE JULHO, MORRO DA PROVIDÊNCIA E COMPLEXO DO ALEMÃO

10h às 13h – ROLÉ DOS FAVELADOS com Cosme Felippsen, no Morro da Providência. Concentração a partir 09h30, no Mac Donalds que fica dentro da Central do Brasil.

13h – CULINÁRIA FAVELADA no Bar da Jura (Praça Américo Brum Morro da Providência). O almoço custa R$ 20,00.

17h30 às 21h – CINE RESISTÊNCIA NEGRA E FAVELADA, na Praça Verde (Avenida Central, 68 – Complexo do Alemão)

Exibições:
Filme NOSSOS MORTOS TÊM VOZ (Documentário) – 28 min
Sinopse: A narrativa do documentário se dá a partir do depoimento dos familiares e vítimas da violência de estado da Baixada Fluminense. Tendo como ponto de partida, mas não se limitando à crueza da violência praticada, o curta pretende trabalhar com as histórias atravessadas por essas perdas. A partir do depoimento dos familiares e imagens de arquivos pretende-se resgatar a memória dessas vidas interrompidas trazendo uma visão crítica sobre a atuação da polícia na Baixada Fluminense, sobretudo no que diz respeito a violência contra jovens negros.
Direção: Fernando Souza e Gabriel Barbosa
Produção: Quiprocó Filmes
Realização: Fórum Grita Baixada e Centro dos Direitos Humanos de Nova Iguaçu

Filme QUEM MATOU GILBERTO? (Doc) – 04 min
Sinopse: mais um jovem morto no chão da favela após intensa troca de tiros entre as Forças Armadas e traficantes no RJ. O povo protesta!
Direção: Josinaldo Medeiros
Produtora: Na Favela

Filme DOCES SONHOS (Doc) – 20 min
Sinopse: o documentário ficcional aborda a relação de mãe e filho e as dificuldades de subsistência de famílias pretas periféricas geográfica ou social. Com relatos de mulheres-mães-pretas de favelas que contam suas histórias de posicionamento, resistência e perdas. (Re)construindo uma narrativa anacrônica, familiar a todos a todos os povos pertencentes à diáspora negra.
Direção: Macário Silva e Arthur Pereira
Produção: Oficina de Capacitação e Realização em Produção Audiovisual
Realização: Coletivo Afrori

Após a exibição, debate com: Mônica Cunha (Movimento Moleque), Alan Brum (Raízes em Movimento), Fernando Souza (diretor do filme Nossos Mortos Têm Voz) e Josinaldo Medeiros (diretor do filme Quem Matou Gilberto?) e integrante da Campanha pela Liberdade de Rafael Braga.

27 DE JULHO, FACULDADE NACIONAL DE DIREITO (RUA MONCORVO FILHO, 8 – CENTRO)

9h às 17h – AUDIÊNCIA POPULAR “DA AMÉRICA LATINA ÀS PALESTINA – LUTAS UNIDAS CONTRA A MILITARIZAÇÃO”

9h às 10h45 – Abertura:
Maria Dalva da Silva (Brasil), Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
Jamal Juma (Palestina), Movimento contra o Muro (Stop the Wall) e Comitê Nacional Palestino de BDS
Nora Cortiñas (Argentina), Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora
Sahar Vardi (Israel), ativista de direitos humanos e coordenadora da AFSC
Mediação: Glaucia Marinho, Justiça Global

11h às 12:45 – O contexto latino-americano:
Sonia Lopez (Colômbia), Fundação de Direitos Humanos Joel Sierra
Francisco Gamez (Honduras), Comitê de Organizações Populares e Indígenas de Honduras, COPINH
Onésima Lienqueo (Chile), organização mapuche Pichi Newen
Daniela Gon (México), Observatório de Direitos Humanos dos Povos
Mediação: Oscar Vargas, BDS Colômbia

13h30 às 15h15 – O contexto internacional:
Gautam Navlakha (Índia), União Popular por Direitos Democráticos (PUDR)
Ari Belathar (EUA), Voz Judaica pela Paz (Jewish Voice for Peace) – Campanha Trocas Mortais (Deadly Exchange)
Alex Mdakane (África do Sul), ativista e ex-portavoz da Semana Contra o Apartheid Israelense
Eitay Mack (Israel), advogado e ativista de direitos humanos
Mediação: Maren Mantovani, Stop the Wall

15h30 às 17h – Encerramento:
Sahar Francis (Palestina), Addameer
João Costa Filho (Brasil), Grupo Tortura Nunca Mais
Gizele Martins (Brasil), Julho Negro
Fransérgio Goulart (Brasil), Fórum Grita Baixada
Mediação: Marcelle Decothè – Fórum de juventudes RJ

17h às 19h – ATO CONTRA A MILITARIZAÇÃO E O RACISMO NO MUNDO concentração em frente à Faculdade Nacional de Direito (FND/URFJ)

19h – LANÇAMENTO DO PROJETO PAPO FRANCO + SARAU EM HOMENAGEM À MARIELLE FRANCO, ELAINE FREITAS E VERA LÚCIA, no CTO – Centro Teatro do Oprimido (Av. Mem de Sá, 31 – Lapa).

O III Julho Negro é uma construção da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, Mães de Maio, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos, Maré 0800, Coletivo Resistência CDD, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Movimento Moleque, Mães Vítimas da Chacina da Baixada, Coletivo Fala Akari, Coletivo Papo Reto, Campanha pela Liberdade de Rafael Braga, União Social dos (as) imigrantes Haitianos (as), Fórum de Juventudes RJ, Rolé dos Favelados, Comitê Nacional Palestino – BDS, Ação Direta em Educação Popular (ADEP), Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, Fórum Grita Baixada, Raízes em Movimento, Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (Faferj), DescompleCidade Criativa, Museu da Maré, Grupo Tortura Nunca Mais (GTNM/RJ), Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça da época da Ditadura Militar, Centro do Teatro do Oprimido (CTO). Com apoio do Pacs, Justiça Global e Fase.

Confirme presença: https://www.facebook.com/3julhonegro/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*