Pacs visita experiências de autogestão e participa de mutirão agroecológico na Ocupação Marielle Franco em Recife

Entre os dias 6 e 12 de maio, o Instituto Pacs visitou, em Recife, experiências de autogestão protagonizadas por movimentos de moradia, agroecologia e de mulheres. O objetivo era dar prosseguimento aos encaminhamentos produzidos no Curso Autogestão, Bem Viver e Territórios, ocorrido em dezembro de 2017 no Rio de Janeiro.

Segundo Aline Lima, educadora popular e coordenadora do Instituto, um dos objetivos da formação era o mapeamento de coletivos, movimentos, grupos e entidades brasileiras que vivenciam experiência de autogestão na luta por direitos e avançar na construção de um Plano Popular Alternativo ao Desenvolvimento. “Na recém criada Ocupação Marielle Franco, no centro de Recife, por exemplo, vimos como a auto-organização, a formação política e a educação popular são importantes para manter vivo e funcionando aquele espaço”.

Na ocupação, junto ao MTST/PE e outros parceiros, o Instituto Pacs participou de roda de conversa sobre bem viver, direito à cidade e agroecologia. Após a conversa, foi feito um mutirão agroecológico no terraço do prédio com o plantio de mudas de ervas, temperos e árvores frutíferas, iniciando assim a horta comunitária Marielle Franco.

Além da ocupação, fez parte da agenda de articulações o acompanhamento do processo de eleição de Conselheiros do Conselho Municipal de Urbanismo e Legislação (Comul) na Comunidade do Bode, no bairro do Pina. A agenda incluiu ainda visita à livroteca brincante da comunidade.

Mulheres e Economia

Ainda em Recife, o Instituto Pacs reuniu-se com a equipe da Casa da Mulher do Nordeste, organização nascida nos anos 1980 cuja missão é fortalecer a autonomia econômica e política das mulheres, afirmando a agroecologia com base no feminismo e na igualdade racial. “A Casa é parceira antiga do Pacs na educação popular de mulheres. A ideia do Curso Mulheres e Economia [formação que acontece anualmente no Rio de Janeiro e que está na sua 12a edição] saiu da Rede Economia e Feminismo que construímos em parceria e conversamos sobre a possibilidade de levar a iniciativa pro nordeste”, conta. Segundo Aline, a ideia é propor ações conjuntas entre as organizações no campo da economia feminista, agroecologia e direitos.

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