Seminário Outras Economias: confira programação

O Instituto Pacs abre as inscrições para o seminário nacional Outras economias: alternativas ao capitalismo e ao atual modelo de desenvolvimento. O encontro será realizado no Museu da República (Rua do Catete, 153, Catete, Rio de Janeiro), entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2017. As inscrições são gratuitas. Guarde as datas e saiba mais:

Seminário Nacional

Outras economias: alternativas ao capitalismo e ao atual modelo de desenvolvimento

Local: Museu da República (Rua do Catete, 153, Catete, Rio de Janeiro)

Datas: 4 a 6 de dezembro de 2017 (Guarde as datas)

Inscrições Encerradas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Programação

 4/12 (segunda-feira)

14h Apresentação dos/as participantes e apresentação do seminário. Construção das bases comuns para o trabalho.

15h Roda de conversa “É possível pensar outra economia se não enfrentarmos o racismo, o machismo e a questão ambiental?”

Presença de convidadas confirmadas: Lorena Cabnal (feminista comunitária/Guatemala); Cris Faustino (Terramar/Fortaleza)

A roda de conversa acontecerá a partir de perguntas disparadoras/participação direta do público.

 

Lorena Cabnal é originária do povo maya Q´eqchí´-xinka e feminista comunitária. Tem atuado como educadora popular feminista. Formou-se na Escola Nacional Feminista na Guatemala, com estudos em Psicologia Social Comunitária e é umas das fundadoras da Asociación de Mulheres Indígenas de Santa. María Xalapán Jalapa –AMISMAXAJ – em 2003.

É também uma das cofundadoras da Coordenadoria Territorial Ação Comunitária Xalapán, como frente da luta anti-mineração, em 2008. Fundadora de Tzk´at,  Rede de Curandeiras Ancentrais do Feminismo Comunitário em Iximulew – Guatemala, em 2015.

Integra atualmente a Aliança Frente à Criminalização contra Defensoras y Defensores de Direitos Humanos e Bens Naturais na Guatemala e da Rede de Curandeiras Ancentrais.

18h30 Lançamento da publicação “Mulheres e Conflitos Ambientais – Nem Nossos Corpos, Nem Nossos Territórios – Da invisibilidade à resistência”

 

5/12 (terça-feira)

9h “Bases para uma nova economia: feminismo, luta antirracismo e ecologia política” Oficina e  “Práctica de sanación” com Lorena Cabnal – SOMENTE PARA INSCRITOS/AS

14h “Campo e cidade: como enfrentar o debate atual nesses espaços de produção do viver?” Karina Kato (economista, professora do CPDA/UFRRJ), Sílvia Baptista (quilombola e pesquisadora militante) e Nívia Regina da Silvia (agrônoma e da coordenação do MST)

Bem viver, bens comuns, que conceitos para que e organização da sustentação material da vida? O que é discutir campo x cidade hoje?

Grupos de trabalho se reúnem para traçar questões disparadoras para enfrentar o debate

6/12 (quarta-feira)

9h “O que aprendemos e que desafios estão colocados para nossa agenda política para o fortalecimento e ampliação de ‘Outras economias’?”

Trata-se de momento de síntese e reflexões finais do seminário

Almoço de confraternização e encerramento.

 

De onde partimos

É possível repensar a economia sem questionar a perpetuação de privilégios sociais históricos e a segregação socioeconômica e política que caracteriza nossas cidades e campos? Podemos construir alternativas efetivas e perenes sem considerar o fim do patriarcado, o combate direto ao racismo, e a luta social por justiça econômica e ambiental?

Estamos em profunda crise socioeconômica, política e ambiental. Ela não se iniciou em 2008, com os abalos na economia global, muito menos em 2013, quando as ruas de cidades brasileiras foram tomadas por milhares de pessoas em protestos variados. O estado de crise em que nos encontramos possui raízes profundas na nossa maneira de conviver e fazer política.

Para desenhar outros caminhos para a economia, procuramos compreender a reprodução da sociedade. O trabalho de que necessitamos, todas e todos para continuarmos vivos/as, quem o faz? Quem cuida do nosso lixo? Quem assiste às pessoas idosas? Quem prepara a comida, lava os banheiros, educa e acalenta as crianças? Qual o lugar dessas tarefas reprodutivas nas sociedades de hoje?

Temos visto o sistema econômico se apropriar desses serviços como força de trabalho pouco ou nada remunerada em favor de uma minoria cada vez mais concentradora de renda e riqueza. No entanto, consideramos vital refletir sobre a potência política contida na gestão da vida.

Por que nossa política foca na gestão monetária e não na gestão da vida? Por que o comportamento predatório é recompensado com louros e o comportamento cuidador é relegado à sombra das paredes das casas? Consideramos que isso diz respeito a um tipo específico de economia: a capitalista.

Voltando à origem da palavra, porém, economia diz respeito à gestão e ao cuidado com a casa (do grego oikos). Precisamos pensar economia a partir de outras matrizes.

O Instituto Pacs completou 30 anos em 2016 e tem como eixo histórico de trabalho reflexões e ações em torno do tema do desenvolvimento. Consideramos fundamental, portanto, propor de forma mais ampla esse debate, especialmente na atual conjuntura.

Fizemos uma primeira reflexão no seminário comemorativo do ano passado. Queremos agora aprofundar nossas reflexões. Que economia queremos e para qual sociedade? Qual o lugar das alternativas existentes em meio a esse processo homogeneizador do pensamento na sociedade de mercado?

Este é um convite para que, ao longo de três dias, você se junte na conversa.

Desejamos encontrar você em breve,

Instituto Pacs

Faça sua inscrição aqui:

https://docs.google.com/forms/d/1YTxUds2d5TxTJYCXX5hNTZ8EpOTxiblwoSBdilFVlvk/prefill

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