Mulheres e conflitos ambientais: da invisibilidade à resistência

Como tratar os impactos diretos e diferenciados dos megaprojetos de desenvolvimento sobre as vidas das mulheres? Quais lugares elas assumem nesses conflitos? Quais são esses impactos, quando vistos numa perspectiva feminista? “Mulheres e Conflitos Ambientais – Nem Nossos Corpos, Nem Nossos Territórios – Da invisibilidade à resistência”, a mais recente publicação do Instituto Pacs, busca contribuir para o debate sobre esses impactos diferenciados em casos de conflitos ambientais, tema que ainda encontra uma lacuna no Brasil.

A publicação foi lançada em Imperatriz (MA) durante o I Encontro de Mulheres Impactadas por Grandes Empreendimentos. O encontro teve como mote “Poesia, memória e resistência” e ocorreu entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro.

Confira fotos do lançamento

 

Leia a Cartilha aqui:

 

Baixe a cartilha aqui:

http://www.pacs.org.br/files/2017/09/Cartilha_mulhereseconflitosambientais_final.pdf

 

A coordenadora-geral do Instituto Pacs, Sandra Quintela, destaca que na América Latina já existe acúmulo crítico sobre a relação entre mulheres e conflitos ambientais, mas no Brasil a discussão muitas vezes se reporta a casos que envolvem especificamente mineração, como na cartilha “Mulheres e Mineração no Brasil”.

“Nosso esforço foi questionar desde o modelo de desenvolvimento como as mulheres têm, de fato, sofrido impactos diferenciados em termos físicos, psíquicos, por adoecimento e até mesmo por remoção forçadas”, detalha Sandra. A publicação vem, nesse sentido, continua Sandra, para contribuir para dar respostas a “terríveis injustiças que atingem mulheres ribeirinhas, quilombolas e urbanas periféricas”. Sandra lembra ainda que os impactos diferenciados se estendem para parentes e familiares dessas mulheres.

A publicação reúne conflitos socioambientais em regiões como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão e é encerrada com uma espécie de “trilha” sobre como as mulheres podem ler os territórios impactados. “Esperamos que este material contribua em chamar atenção para as vigentes dinâmicas de conflito e mobilização que marcam o atual protagonismo de sujeitos políticos historicamente subordinados, na América Latina, como grupos indígenas e de mulheres”, destaca Joana Emmerick, coordedora-adjunta do Instituto Pacs na apresentação da cartilha.

O texto da cartilha foi escrito pela pesquisadora Fabrina Furtado, em parceria com Cristiane Faustino, do Instituto Terramar. As ilustrações são de Camila Schindler.

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