Juntas no I Encontro de Mulheres Atingidas por Grandes Empreendimentos

por Idayane Ferreira (texto e fotos) – Justiça nos Trilhos

Entre os dias 31 de agosto e 02 de setembro ocorre em Imperatriz (MA), o primeiro encontro de mulheres impactadas por grandes empreendimentos. “Poesia, memória e resistência: olhares sobre os impactos diferenciados dos grandes projetos sobre a vida das mulheres” reúne cerca de 60 mulheres, atingidas direta ou indiretamente por grandes empreendimentos dos setores de mineração e siderurgia, barragens, produção de energia elétrica, monocultura e etc. e assessoras de entidades e movimentos que tratam sobre as temáticas.

Confira imagens do primeiro dia de encontro:

 

 

O encontro é uma realização de oito organizações, com apoio de Fastenopfer: Justiça nos Trilhos (JnT), Instituto Pacs – Políticas Alternativas para o Cone Sul, Conselho Indigenista Missionário Goiás– Tocantins (CIMI – GOTO), CIMI Norte 1, Comissão Pastoral da Terra Araguaia – Tocantins (CPT – AT), CPT – PI, Comissão Pró Índio de São Paulo (CPI – SP), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional do Pará (Fase- PA) e Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC). Participam também do encontro organizações convidadas: CPT-Marabá, Instituto Terramar e Operação Amazônia Nativa (OPAN).

A proposta do encontro é discutir os impactos que as mulheres têm sofrido pelo ciclo de grandes projetos chamados de “desenvolvimentistas” e que trazem uma série de violações sobre populações e ecossistemas inteiros. De maneira geral, esses impactos sociais, ambientais, políticos e etc. quando são apresentados não diferenciam e muito menos citam que há diferenciações entre homens e mulheres impactadas. No máximo falam da prostituição nos canteiros das megaobras, ao tratar sobre as mulheres, por exemplo.

Como os grandes empreendimentos afetam a vida das mulheres? Que impactos são esses? Quais têm sido os mecanismos usados para resistir? Estas são algumas das questões que irão nortear o evento e que justificam um encontro com mulheres diretamente envolvidas ou no acompanhamento ou nos territórios diretamente afetados.

Identificar os elementos comuns que atravessam a realidade das mulheres nos contextos dos grandes projetos ajuda a construir entendimentos das realidades, assim como alianças e estratégias de ações articuladas e colaborativas, considerando a condição e lugares de classe e raça, presença e formas diferenciadas de atuação.

A ideia é que a partir do encontro seja formado um grupo de educadoras, com participantes das organizações e comunidades, que possam ser referência no monitoramento pedagógico e registro desses impactos durante e após o encontro, tendo em vista a temática dos grandes empreendimentos e suas nuances nos diferentes territórios e realidades.

Saiba Mais

Durante o encontro, o Instituto Pacs vai lançar a publicação “Mulheres e Conflitos Ambientais – Nem Nossos Corpos, Nem Nossos Territórios – Da invisibilidade à resistência”. Em breve, a publicação estará disponível on-line aqui no site

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*